quinta-feira, 11 de março de 2010

PARADE.COM. ENTREVISTA ROBERT PATTINSON

Robert Pattinson: ‘Eu não gostei da forma que New Moon foi tratado pelos críticos’por Jeanne Wolf

Robert Pattinson está tomando um descanso de seu estrelato em Twilight para interpretar um rebelde estudante universitário de New York em Remember Me. No filme, o rapaz de 23 anos tem a chance de explodir de raiva, se apaixonar por uma garota (interpretada por Emilie de Ravin de Lost) e ir de cabeça contra seu dominador pai (feito por Pierce Brosnan).
Jean Wolf de Parade.com descobriu o que Robert Pattinson tinha em comum com a busca de identidade de seu personagem.
Atuar como terapia:
“Eu tento escolher papéis que irão ajudar a me desenvolver como um ser humano e acho que estava passando por um tipo similar de experiência que meu personagem Tyler, o que eu acho que você poderia chamar de ser rebelde. Eu pensei que fazer o filme iria na verdade me ajudar a pensar sobre isso e descobrir coisas que me ajudariam em minha vida. Eu meio que estava usando isso como um exercício de terapia.
Sua luta pessoal:
“Você está tão focado em tentar seu um indivíduo e tentar marcar sua identidade ou algo. Mas você meio que tem dúvidas sobre o que quer ser. Você não aceita apenas ser parte do mundo. Eu tinha mais ou menos esse sentimento. Eu tinha essa obsessão quando era mais jovem sobre tudo se sentir meio falso. Eventualmente, você apenas para de ir contra tudo ao seu redor porque a maioria das pessoas só causam problemas para si mesmas. Elas são cegas para a realidade das coisas.”

Conectando com perder um ser querido:
“Eu fico falando sobre meu cachorro o tempo todo. Ele era um cão incrível, e eu disse numa recente entrevista que ele era a pessoa mais importante na minha vida. Minha família pirou comigo por dizer isso. Mas, por mais que possa parecer ridículo para algumas pessoas, minha relação com meu cachorro foi um momento que definiu coisas. O cachorro morrendo foi literalmente o pior dia da minha vida. Foi como perder um membro da família.”
A realidade de ser tornar um sucesso de uma noite pra outra:
“Eu acho que você realmente se causa muitos problemas se começar a lutar contra. Não tem nada que você possa fazer. As pessoas reconhecem você e elas querem conversar contigo, ou querem te ver. Meu truque é não vê-los como uma multidão. Se você separar cada multidão em indivíduos, então é mais fácil lidar. É apenas quando você vê essas multidões enormes de pessoas gritando pra você que você começa a pirar. Então eu tento focar em alguns rostos e não na massa.”
Mas quando você está filmando em NY…
“Acabou sendo mais como um circo do que pensei que seria. No começo foi terrível. Então, lá pela metade (das filmagens), eu de repente tive uma epifania sobre isso. Eu não sei o que aconteceu, mas eu soube que estaria tudo bem. Eu acho que é apenas aprender como meio que bloquear as coisas. Você só tem que ser mais disciplinado sobre o assunto.”
Uma lição para controlar a raiva:
‘Quando estávamos filmando, um dos seguranças me viu ficando mais e mais chateado com os paparazzis. Ele chegou em mim e disse, “Imagine indo lá e tentando bater em um deles, e digamos que 40 câmeras estão tirando fotos.” Isso foi o suficiente para meio que acalmar minha frustração. Mas, no final do dia você não pode dizer, “Não estou fazendo nada até que essas pessoas vão embora”. Você tem que continuar atuando. Então foi definitivamente bem mais intenso que qualquer um dos filmes Twilight.”
Talvez ele pulará pelas críticas:
“Eu não gostei da forma que New Moon foi tratado pelos críticos. Eu acho que foi visto apenas no contexto de ser parte de uma grande franquia. Quando algo é tão falado, inevitavelmente, terá um lado negativo contra ele. Eu acho que Chris Weitz é um diretor incrível. Eu realmente gostei do filme. Então os pessimistas meio que me enchem.”
Então, porque não tentar um album?
“Eu quero fazer um no final do ano. Todos os meus amigos estão gravando albuns e estou muito chateado sobre isso. Mas eu não posso fazer duas coisas ao mesmo tempo. Eu não sei como pessoas tipo Jennifer Lopez podem atuar e também cantar. Eu não posso, mas eu encontrarei algum tempo de fazer os dois.”
Não tema fãs de Twilight. Nesse junho, Robert Pattinson estará de volta nos cinemas como o vampiro mais quente de Hollywood, Edward Cullen, em Eclipse.
Enquanto isso, você pode pode vê-lo entre o amor e a guerra como o estudante universitario problemático Tyler no drama indie Remember Me. Jeanne Wolf descobriu porque Pattinson gostaria de ser mais como seu personagem, que não segura suas emoções.
O jogo do amor:
“Quando é sobre o sexo oposto, eu não sou totalmente confiante como o cara que interpreto. Eu nem me lembro da ultima vez que chamei alguém para um encontro, tipo, ir lá e chamar de primeira. Eu sou muito mais auto-consciente e não quero falhar. Então eu tenho tendência de guardar as coisas.”
Sobre soltar seu lado macho:
“Eu me identifiquei com Tyler no lado de que eu gostaria de ter feito coisas que ele fez quando eu tive oportunidade. Tem algo bem satisfatório sobre ser um pouco sem juízo e até brigar. É bem libertador apenas do nada começar a bater em alguém. Era divertido meio que deixar toda sua raiva no set. Tivemos essa grande cena onde eu dou porrada em alguns caras. Foi tudo bem e ninguém se machucou de verdade. Mas, no final, eu estava tipo fazendo essa coisa onde eu batia no meu próprio braço. Eles tiraram ela do filme, mas eu dei murros tão fortes em mim mesmo que eu estava com muita dor pelo resto das filmagens. Foi a coisa mais estúpida que eu já fiz.”
Ele já sentiu essa dor antes:
“Eu apanhei de muita gente quando era mais novo. Eu era um pouco idiota, mas sempre pensei que as brigas não eram provocadas. Foi depois que comecei a atuar e eu gostava de me comportar como um ator, ou como pensei que um ator deveria ser, e isso aparentemente provocou muita gente para me baterem.”
O que ele aprendeu de Pierce Brosnan:
“Saímos para jantar em um restaurante cheio de esses caras que pareciam banqueiros ou corretores de ações. Eles não me reconheceram, mas reconheceram Pierce. E ele disse, “Vê aquelas pessoas ali olhando?” Estou sentado lá ficando mais e mais consciente, mesmo que eu não tinha percebido que eles nem estavam olhando pra mim. De repente, Pierce se levantou e se apresentou para todos no restaurante, De primeira eu fiquei, ‘O que você está fazendo? Você é completamente doido,” mas funcionou. Todo mundo relaxou e parou de ficar olhando e você podia ver que eles iriam para casa dizendo, ‘Pierce é um cara muito bacana.”
Sem problema em ser comparado com James Dean:
“Eu acho que ele foi a pessoa mais influente para jovens rapazes, especialmente atores, nos ultimos 50 anos. Então, quero dizer, não tenho vergonha de dizer que sou muito influenciado por ele.”
Enfrentando a pressão da bilheteria:
“É como um tipo de monstro. Quanto mais as pessoas pensam que conhecem você, mais você é identificado com um certo tipo de papel. As pessoas sempre costumavam me perguntar sobre sempre ser escolhido para um certo tipo de personagem e eu nunca tive realmente que me preocupar sobre isso. Você pensa que as pessoas te julgarão por seu trabalho. Mas a verdade é sobre se os filmes nos quais você está fazem dinheiro ou não. E se não está fazendo dinheiro, eles ficam tipo, “Oh, ele já está acabado.”
Seu gol principal:
“Você fica tentando fazer seu nome ser algo mais do que apenas uma celebridade sem sentido. É uma batalha difícil, mas eu acho que pessoas como Johnny Depp fizeram isso. Ele não é julgado por sua imagem pública, é apenas sua atuação que conta. Para chegar nesse lugar toma muita disciplina e esconder bastante.”





















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