terça-feira, 10 de novembro de 2009

CONFERANCIA DE IMPRENSA COM KRISTEN STEWART


6/Novembro

Mais cedo hoje, a grande conferência de imprensa em LA para o filme “Lua Nova”, começou. Durante todo o final de semana, o elenco completo fará toneladas de entrevistas e eu imagino que você irá ler a cobertura em cada site que entrar. Então, melhor que esperar até a semana de lançamento, eu vou pular à frente e postar o que foi dito assim que eu conseguir terminar. E primeiro… Kristen Stewart.



Durante a conferência de imprensa para o filme do ano passado “Crepúsculo”, eu senti que o massivo interesse mundial era um pouco demais para essa talentosa jovem atriz. Mas, no palco hoje, ela não apenas lidou com a imprensa como uma profissional, como também parecia muito mais confortável em ser intimamente relacionada com Bella Swan. Na verdade, ela parecia muito contente em falar sobre o filme. Então se você quiser ler ou ouvir o que Kristen Stewart tinha a dizer sobre “Lua Nova”, aqui está:
Finalmente, embora eu fosse adorar escrever o que eu achei sobre o filme, cujo eu assisti ontem à noite, a Summit deu-nos uma severa proibição. Desculpe.

Há um ano quando nós falamos com você, você parecia ser uma tímida e sensível jovem atriz. Como esse último ano foi para você quanto a essa coisa contínua sobre Lua Nova e sobre você e Robert Pattinson? Eu acho que me tornei muito mais confortável em falar sobre mim mesma e saber que as pessoas irão realmente levar em consideração aquilo que você disser e isso sempre me intimidou tanto que eu media cada palavra que saia da minha boca. Eu não conseguia terminar uma frase, porque eu ficava muito preocupada sobre como aquilo iria soar. Eu não queria parecer insincera sobre algo que eu realmente amava fazer. Então eu percebi que ao invés de me abster de falar que eu coloquei o meu coração e a minha alma nisso tudo e que eu amo isso, era isso o que eu deveria ter dito, ao invés da razão verdadeiramente lógica e muito analítica do porque eu amo isso. Você apenas ama. Eu me tornei mais confortável com isso. Quanto a todos os rumores e coisas dos tablóides, é tão obviamente falso para mim. Veja, antes mesmo que eu me tornasse parte disso, antes que eu meio que fosse uma estrela… É como um show. É como um show ridículo.
Uma novela com o seu nome? Exatamente. Com um falso realismo igual ao de uma novela, que parece real, mas que você não tem muita certeza. Isso não me incomoda. Eu não levo para o lado pessoal. Por sorte, porque eu estou tendo muitas experiências, ficou mais fácil falar do trabalho.
E quanto ao trabalho nesse filme? Eu me diverti muito nesse filme. Foi intenso. Apenas pela natureza da história, ele vai a uma direção completamente diferente. Nós minamos o primeiro. Nós estabelecemos um amor bastante ideológico e basicamente contamos que a personagem principal, a nossa protagonista, está errada, tipo ‘Cadê a nossa história’, você fica perdido porque Edward não está lá. O que eu realmente amo sobre Lua Nova é que você vê essa garota se recompor e quando ela toma essa decisão rápida de passar a eternidade com um vampiro, ela está numa posição onde você pode realmente acredita nela. Você diz ‘Okay, você é adulta o suficiente, madura o suficiente para saber’. Você viveu a vida. Ela cresce. Eu não sei mais do que eu estou falando.
Como foi trabalhar com a Bryce Dallas Howard? Muito bom. A Bryce é assustadora. Ela também é peculiarmente doce. Então é estranho vê-la trocar e voltar, mas Victoria é para Bella como um medo que está sempre presente. Mesmo quando Victoria não está por perto, a Bella tem medo que ela retorne. Bryce é uma ótima atriz e foi fácil sentir medo dela.
Você pode falar sobre a chegada de um novo diretor? Como você trabalhou com Chris Weitz? Chris tem tudo. Eu acho que para ser um bom diretor você tem que ser uma boa pessoa e você precisa se importar com as pessoas. Eu não conheço um ser humano mais compassivo. Eu não teria conseguido fazer isso a menos que eu tivesse um ambiente bastante crível, um ambiente confortável e seguro, para ficar tão vulnerável nele. Ele providenciou aquele décuplo. Ele é um dos mais legais, um dos mais inteligentes e divertidos caras que eu conheço. Ele realmente amou o projeto também. Ele não estava simplesmente pulando na próxima grande franquia. Ele tornou tudo o que é. Ele é incrível. Eu o amo.
Ele deu a vocês alguma orientação quando chegou? Como isso funcionou? Chris fez algo muito diferente do que eu já vi qualquer outro fazer. Ele montou um tipo de programa do que nós devemos alcançar e como ele iria tornar isso mais fácil para todo mundo, um tipo de introdução de como ele gosta de trabalhar. Isso não apenas introduziu a idéia de colaboração, foi como convidar todo mundo desse projeto e dizer ‘por favor, todos amem isso e, por favor, todos invistam e trabalhem muito duro’. Foi muito encorajador. Também havia aspectos técnicos, sobre o quanto ele sentia muito que tanto do filme fosse ser coisas em CGI, as quais nós teríamos que reagir, mas ele sempre nos avisaria sobre com o que nós estávamos atuando, que ele nunca nos deixaria alienados e de fora. Muitos dos FX filmes são complicados de fazer, pois você não sabe ao que está reagindo. Então ele tinha um resumo inteiro sobre como ele planejava fazer o filme. A maioria dos diretores é tipo ‘você fez anotações para o nosso encontro?’ E você ‘não, esse é o seu trabalho’. Então ele é incrível. Eu o amo.
Taylor Lautner está emergindo desse filme como uma grande estrela. Se você pudesse lavar as mãos e tomar uma decisão, você não acha que ela iria ficar com o bom e velho Jacob? Eu sei, confie em mim. Eu entendo você completamente.
Você pode falar sobre o trabalho com o Taylor, pois ele fez um trabalho incrível, apesar da controvérsia sobre se ele estaria no filme. Eu acho que essa controvérsia foi transformada em uma maior do que era. Nós precisávamos ter certeza de que, quem quer que fosse interpretar o Jacob, seria o Jacob em Lua Nova. Ele é uma pessoa muito diferente. Ele se torna um homem. Há uma coisa toda. Não é apenas uma transformação física. Ele realmente se torna um adulto. Quero dizer, eu sempre soube que o Taylor poderia fazer isso, mas nós precisávamos ter certeza por isso ser tão importante. Então, uma vez que ele provou que conseguiria, o que não foi difícil, até vê-lo andar no set foi uma experiência diferente. Ele simplesmente cresceu. Ele é tão confiante e é o cara mais bacana que eu já conheci. Eu sei que estou usando isso de forma gramaticalmente incorreta, mas ele é o ‘funnest’ (funny – engraçado + younguest – mais jovem= funnest , o jovem mais engraçado) com quem eu já saí. Então ele é ótimo. Eu estou muito orgulhosa dele.
Esses filmes saíram muito rápidos, um atrás do outro. Você pode falar da intensidade disso e também se você acha que se lembrará de tudo isso em uns cinco anos? Já existem muitas situações em que eu tenho que dizer ‘Certo Kristen, fique aqui. Vivencie isso. Tenha certeza de que essa não é outra experiência passageira da qual você mal vai se lembrar’. Você precisa se forçar a meio que estar presente, mas eu sinto que o fato de que eu tenho a oportunidade de pegar e escolher os momentos que eu quero lembrar, e eu tenho que focar em lembrar dos momentos legais, isso só diz que eu tenho literalmente um influxo deles. Eu estou tendo os dois anos mais legais, eu sou muito sortuda.
Como foi trabalhar em Vancouver, já que você está lá há algum tempo agora? Você tem um lar, lugares favoritos, o que você gosta de fazer lá? Eu amo Vancouver. Quando nós estávamos filmando a série Crepúsculo lá, eu não consegui sair tanto quanto eu gostaria. Eu também sou uma pessoa um pouco maçante. Eu realmente não saio para bares e tudo mais, a menos que seja um evento. Mas é um lugar lindo.
Quais são os seus pontos favoritos na cidade? Eu apenas gosto de ficar lá. Eu não tenho pontos favoritos. O clima é muito diferente do que eu estou acostumada. Eu realmente não tenho nenhum ponto favorito. Realmente não tenho.
Você realmente dirigiu a moto? Se sim, você gostou? Quais são os seus sentimentos com relação à moto? Eu definitivamente nunca serei uma ciclista. A idéia de dirigir, eu tenho medo de carros, então a idéia de dirigir uma moto jamais será algo do que eu vou gostar. Eu fui ridiculamente arrastada. Eu estava atrás de uma picape e eu provavelmente estava muito engraçada fazendo isso. Taylor dirigiu as motos muito bem. Há uma certa parte que é inegavelmente dele. Ele consegue subir e derrapar. Eu deixei isso para ele. Eu não conseguiria fazer aquilo. Eu também não acho que eles me deixariam fazer necessariamente. Eles teriam mais fé no Taylor para fazer aquilo.
Mas você iria com um rapaz? Sim, eu fiz isso. Eu fiz isso e eu não gostei. Era muito perigoso. Eu não sei se você já esteve em uma, mas parece que você vai literalmente voar daquilo. Eu não gosto disso.
O que você acha que é a parte mais compensadora em estar envolvida em algo tão popular e quais são algumas das partes desafiadoras disso? Eu acho que o meu aspecto favorito sobre tudo, é que eu posso manter isso pessoal. Ainda é algo que se a franquia, se a saga não tivesse se tornado uma franquia e se fosse literalmente apenas uma série de filmes que eu tivesse feito, eles ainda significariam tanto quanto significam para mim. Essa também é a melhor parte, o fato de que não é assim, o fato de que tantas pessoas foram afetadas por isso e que estão investidas nisso tanto quanto eu ou mais. Como eu disse sobre o Chris, se você não gosta de pessoas e se você não quer fazer filmes porque você se importa com as pessoas, então provavelmente você só está querendo ser rico e famoso. Então o fato de que isso é importante para tantas pessoas me deixa muito feliz. É isso. Eu acho que é isso.
Tendo uma sólida base de fãs tão dedicados, onde e como você delimita a linha sobre o que o público quer saber sobre a sua vida pessoal? Certo. Eu não sei. Eu não acho que ninguém saiba lidar com isso. Assim que eu parei de tentar controlar tudo que saía da minha boca e todas as fotos que saíam, foi aí que eu fiquei muito mais feliz e foi muito mais fácil lidar com isso. Não havia como voltar atrás. Eu apenas aprendi a não ter que me importar tanto e não pensar que eu poderei determinar a forma como todas as pessoas me percebem. Não existem falsas impressões. A impressão que todo mundo tem de você, será o que é naquele isolado momento. As pessoas não consideram onde você está naquele momento, quando você causa aquela impressão. Eu estou bem com isso. Eu vou ter o que eu vou ter e literalmente… Eu deveria parar de tentar controlar o que sai da minha boca. Eu sempre vou manter o que é importante para mim na minha mente e eu entendo completamente que, considerando que nós estamos interpretando personagens que são tão cobiçados por tantas pessoas, então eu entendo que eles queiram saber mais sobre nós e que eles querem que nós fiquemos juntos e tudo isso. Eu apenas tenho que não pensar sobre isso.
Como filmar na Itália contribuiu para o romance da sua personagem? O fato de nós não termos que estar num set e que estávamos realmente na Itália, torna muito mais fácil imergir-se nesse mundo. Foi muito legal nós irmos para a Itália e não termos que fingir. Eu acho que isso realmente contribuiu – eu vou copiar completamente as palavras do Chris agora – para que o filme tivesse um alcance que não poderia ter de outra forma. Ir de Forks para a Itália é um contraste tão extremo e romântico simplesmente pela idéia disso. Então, estar lá e sentir isso, é claro que ajuda ter o ambiente real.


Você pode falar sobre a cena do término com Edward e com o quão emocionante foi fazer isso? Eu sei que muitas garotas jovens do público da noite passada estavam chorando. Oh, isso é bom. Aquilo foi a coisa mais assustadora. Eu estava quase tão preocupada com estragar tudo, quanto eu estava preocupada em pensar nas situações com as quais a Bella estava lidando. Ler aquilo é muito emblemático. Não há nada como aquilo no plano real. Não é nem como uma cena de término normal. Eu sei como é terminar com alguém, mas eu não sei como é terminar com um vampiro, por quem eu fui alterada fisicamente e agora quimicamente. De repente você pega o vício, você leva tudo aquilo a que eles são viciados, para longe deles. Então, essa foi a cena mais intimidadora do filme inteiro. Eu não sei como explicar como eu fiz. Chris realmente me ajudou. Foi apenas com a conversa. Eu não sei. Foi apenas falar com ele e ler o livro e eu não tive outros atores comigo. Quero dizer, a cena do término que eu fiz com o Rob, ainda não é aonde acontece. Não é a cena onde eu estava intimidada. Aquela foi como se ela nem acreditasse ainda. É quando ele vai embora, a falta dele que me assustava. Eu pensei ‘como eu vou me perder na floresta com centenas de caras parados em volta de mim e me filmando? Basicamente foi ter o equivalente a uma cena de morte, mas continuar viva, levantar e sair andando. Foi duro. Foi realmente intimidador. Eu ainda não sei. Eu já vi o filme. Eu realmente gostei do filme, mas eu não sei se alguém jamais conseguirá trazer aquilo à vida da forma como a Stephenie Meyer escreve.
Além dessa, houve outra cena desafiadora ou momentos desafiadores para você?Essa para mim foi a mais difícil, eu não diria a mais dura… Eu quero definir isso um pouco mais. Bella está tão certa o tempo inteiro, e esse é o único filme onde ela realmente está confusa e está totalmente como ‘eu não sei’. É estranho interpretar a Bella dessa forma, porque ela não é nem um pouco assim. Isso foi difícil. Eu não consigo pensar em uma cena em particular. Era muito difícil ir para o final e voltar para o começo, pois você não grava um filme em sequência, obviamente. Eu precisei fazer coisas com o Jacob onde eu estava viva e feliz e fora dessa situação depressiva e depois do almoço, eu volto e grito na minha cama por seis horas. Então isso foi complicado.
Qual foi a coisa mais louca que já aconteceu a você com esses fãs, desde que isso tudo começou? A coisa mais engraçada de todas aconteceu comigo no Brasil. Eu tive muitas experiências diferentes. Algumas absolutamente tocantes, fortes e intimidadoras. Algumas foram apenas loucas. E às vezes elas são muito engraçadas. Eu estava no Brasil e eu e o Taylor fomos para América Latina dessa vez, enquanto o Rob foi para o Japão. É assim que acontece às vezes. Nós somos mandados a todos os lugares, e não significa nada com quem estamos. Um cara estava vindo atrás de nós. Havia uma grande multidão também, mas esse cara muito persistente falava ‘Onde está o Robert! Onde está o Robert!’. Eu não conseguia parar de rir e eu me senti mal porque ele estava triste e emotivo, e eu pensei ‘É só o Robert’. Foi muito engraçado. Às vezes você recebe cartas dizendo que está tudo bem, quando todo mundo está dizendo alguma coisa sobre você. Você tem uma pessoa que diz ‘Olha… ’ e é engraçado quando você pode realmente se relacionar com os fãs em um nível humano e isso acontece o tempo inteiro. As pessoas acham que isso é impossível. Então quando isso acontece é algo legal.
Algo amedrontador aconteceu? Amedrontador? Não. Eu tenho medo das multidões, mas individualmente não, é claro que não. É só que pessoalmente eu sou um pouco intimidada por muitas pessoas.
Quando foi anunciado que o Chris Weitz iria dirigir o filme, houve um boato de que Stephenie Meyer disse ‘vamos ver o que um homem faz com esse filme’. Você teve medo quando a Catherine partiu? E também, você vê a Bella como um exemplo de jovem mulher? Eu acho que o fato de que a Bella é normal, e eu acho que a coisa mais tipicamente relacionável é que ela é incrível e não sabe disso e ela é bastante confiante, mas não é arrogante. É algo estranho de ser. Eu acho que ela também tem muitas qualidades femininas inatas que são incríveis para uma personagem literária, eu acho que é incrível que muitas garotas a admirem, pois ela é atrapalhada e destemida. É como ‘eu posso cometer erros, e eu vou cometê-los, e vou fazer isso agora e não ficarei envergonhada’. A Bella é bastante assim. Eu acho que ela é um bom exemplo para uma jovem garota. Eu acho que quanto à coisa do diretor, todos são diferentes. Eu não sou inteligente o bastante para sentar aqui e analisar se uma mulher seria melhor ou não. Ambos os protagonistas com quem a personagem lida são homens. Todos abordam os relacionamentos de formas diferentes e eu realmente não consigo pensar numa resposta.
Você valoriza quando os fãs querem relacionar você a Bella, você consegue compreender isso? Eu entendo totalmente que as pessoas tenham dificuldade em nos separar dos nossos personagens. É também meio que a forma como o nosso mundo está andando. As pessoas estão obcecadas. Há um grupo de pessoas incrivelmente largo que passa a maior parte do seu tempo pensando na vida dos outros. É estranho para mim. Como eu disse, eu não posso pensar nisso se não eu vou me preocupar e estragar tudo para mim mesma e não vou conseguir fazer nada de forma completa. Eu meio que deixo isso de lado e isso realmente não me afeta.
Você falou sobre viver o presente, aproveitá-lo. Há alguma memória do set que você sempre levará com você? Um momento que realmente se destacou, foi durante as filmagens de Lua Nova, quando nós terminamos as filmagens na Itália. A última coisa que eu fiz foi correr através da praça, no meio de um bando de pessoas que estavam num canto, em uma pequena parte da montagem final eu estou correndo lá. Havia muita gente em volta e havia muita energia. Você podia sentir que todos estavam esperando pelo dia do encerramento, pois nós já estávamos quase terminando. Eu não consigo me desligar, eu preciso ficar totalmente e completamente ligada até o último momento. Eu me lembro do momento quando nós terminamos. Eu disse no ComiCon que o meu momento favorito de Lua Nova foi quando nós terminamos, e as pessoas entenderam isso errado. Não era porque eu estava agradecida de ter acabado. Foi o momento mais memorável para mim porque eu estava literalmente em pedaços. Eu literalmente estava (arquejo). Eu quase não consegui lidar com aquilo. Foi a melhor experiência que eu já tive em um filme até hoje. Chris estava lá e foi algo pelo que passamos juntos. Eu apenas me senti muito bem e essa foi a experiência mais memorável.
O quão próxima você se tornou de Bella desde que começou esse projeto? Eu me sinto muito protetora com relação a ela. Eu sinto uma posse compartilhada. É estranho. Se você falasse do personagem de uma forma que não fosse correta, pensando de uma forma leviana, eu estaria lá para dizer que você não sabe do que está falando. Eu a defendo muito. Então, sim, eu sinto que gosto muito dela. Eu acho que só posso dizer sim.
Você pode falar sobre um momento que se destacou no terceiro filme e como é o terceiro diretor? Sim. Eclipse é meio parecido com Lua Nova no começo, mas acaba sendo um filme totalmente diferente. Assim que você acha que é a mesma história, de repente tudo muda. Bella voltou a ser ela mesma. Ela está preenchida agora. Ela está confortável e confiante, de uma forma que ela não estava em Lua Nova. Eu acho que o que eu amo em Eclipse, o que foi interessante para eu explorar, foram os diferentes níveis de amor e reconhecer que os ideais que você talvez tivesse sobre o amor há algum tempo, não são verdade. Bella é honesta por natureza. Isso é algo que eu sinto que ela é. Em Eclipse ela mente para si mesma e ela mente para todos em volta dela sobre o fato de que ela está apaixonada pelo Jacob, apenas não tanto. Não é aquela coisa extra que você nem pode descrever. Eu adorei ver os três. Eu adorei interpretar com os três personagens juntos. Há literalmente uma cena onde Edward e Jacob, que são inimigos mortais, estão numa tenda enquanto a Bella está dormindo no meio deles. É uma circunstância ridícula de se encontrar. Nós tínhamos muito com o que trabalhar. E também o FX foi ainda mais usado. Há uma grande batalha que acontece e que foi maior do que o que nós tivemos que lidar em Lua Nova. Então foi legal. Eu sempre fiz as coisas em curtos espaços de tempo. Seguir a mesma personagem por tanto tempo continua a me surpreender. Eu mal posso esperar para fazer o quarto, pois eu tenho certeza que eu vou entrar e dizer que tudo o que eu havia dito estava errado, e na verdade agora eu conheço a Bella melhor. E, na verdade, nós temos dinâmicas muito estabelecidas. A forma como eu sei que a Bella lida com o Edward, você não pode estragar isso. Eu sei como ela lida com ele. Eu sei como ela lida com o Jacob. Eu sei como ela lida com o Charlie, o pai dela, e ter pessoas que entram e ajudam nesse processo é ainda mais legal. Você sempre ganha uma perspectiva diferente. Então trabalhar com David Slade foi tipo ‘Okay, vamos ver o que você tem’, porque ele pensou em muita coisa que eu nunca havia pensado, e ele é muito bom em todo o aspecto técnico de se fazer um filme, coisas que estão muito além da minha compreensão. Então eu me senti segura por ele ser bom nisso e eu, Rob e Taylor apenas fizemos a nossa parte.
Você ouviu sobre alguma data para o começo das filmagens do quarto filme e eu ouvi rumores de que talvez hajam dois filmes? Há alguma verdade nisso? Eu não sei.
Como você lida com a ideia de ser imortal? Eu só posso lidar com isso da mesma forma que a Bella, pois ela ainda é humana. Eu acho que essa é uma questão interessante para qualquer um dos vampiros porque na verdade, eles realmente lidam com isso. A forma como eu considero a imoralidade, tanto da minha perspectiva como Kristen quanto como Bella, é que é algo completamente desconhecido, mas cujo, devido às motivações, eu estaria disposta a explorar. Ela está muito disposta a admitir que desconhece, mas ela dará a isso uma chance por causa do Edward, pois ela é voluntária a sacrificar qualquer coisa por ele basicamente. O grande problema para Bella é a mudança. Ela tem tanto medo de uma mudança por ter sido enfiada nesse mundo. Não é um modo necessariamente saudável de olhar para as coisas, pois nada nunca acaba. Eu deveria estar no trabalho agora falando com o Chris. Isso é ridículo. Basicamente se você está encarando algo que é completamente desconhecido, mas você está disposto a aceitar todas as dificuldades disso, por causa do que você talvez receba, isso é esperança. As pessoas são assim. É por isso que nós levantamos todos os dias. Imortalidade é quase tão assustadora na nossa história quanto mortalidade. Viver para sempre aparentemente é algo muito legal, mas na nossa história é assustador e na nossa história isso significa perder a sua alma, ao menos para o Edward significa. Como as ideias das crenças pessoais, teologia e a sua fé, o que você acha que vai acontecer após a sua morte, essas são coisas sobre as quais nós pensamos incessantemente no filme e coisas sobre as quais Edward e Bella até discutem. Eu sei que isso foi muito vago, mas é isso.
Como você equilibrou interpretar Bella e uma personagem como Joan Jett? Eu só consigo interpretar personagens que eu sinto que são pessoas reais de uma forma tão completa, que se eu fingir qualquer aspecto disso, eu os terei fracassado, eles terão sido assassinados e não conseguem… É como se esses personagens, eles não existissem mais, a menos que eu os faça. Então, em termos de conseguir papéis, graças a Deus, eu não tenho que fazer isso. Apenas acontece. Joan. Eu conheci a Joan não apenas como ela é agora, mas durante as filmagens, através do roteiro, da história e tudo mais, eu senti que a conheci de uma forma completamente diferente, que não é intimidadora, apesar de eu estar preocupada que os detalhes estivessem certos, os gestos e tudo mais. Eu realmente queria fazer uma boa personificação, mas eu também não queria que fosse uma imitação. Eu queria que fosse natural. Interpretar a Joan Jett não teve nada a ver com interpretar a Bella. Eu tive que fazer aquilo por um curto período de tempo, mas eu pulei nessa oportunidade ou eu iria perdê-la. Eu gostaria de ter tido mais tempo, mas como eu disse, ao entrar no set e ver todos os personagens, Rob e Taylor, é fácil voltar imediatamente ao personagem certo. Isso é vago, mas o que eu faço é tão vago. Literalmente, o que eu faço é estranhamente ambíguo.
Você falou que a Bella é um bom exemplo para as jovens garotas, mas ela está disposta a sacrificar tudo pelo Edward. Ela fica deprimida sobre um caso de amor que não dá certo e torna-se uma viciada em adrenalina que está tentando se matar de alguma forma. Você está preocupada que meninas de 12, 13 anos assistam isso e tenham uma péssima idéia de como isso deve ser? É uma história bastante extrema. Eu acho que as pessoas que chegam a essa história tem de ser um pouco mais maduras que isso. Eu acho que a única razão que as leva até isso, é porque elas são. A única forma pela qual eu posso justificar isso, e talvez eu também seja uma garota imatura, eu sinto que se você sente que precisa fazer alguma coisa, é porque você precisa. Seja o que for. E então depois que você descobre que cometeu um erro e que você está errada, se você estiver disposta a assumir que errou e que você vai tentar da próxima vez, não há nada para se envergonhar aí. Seja extremo. Vá. Eu acho que essa é a lição. Eu sei que esse é um filme sobre imortalidade, mas você só vive uma vez. Eu também não estou aconselhando ninguém. Eu só estou me posicionando sobre a história. É isso o que eu acho.
















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