quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CHRIS WEITZ NÃO SE SURPREENDEU COM AS CRITICAS DE LUA NOVA


Chris Weitz acabou de se unir a um seleto grupo de diretores como Chris Nolan e Sam Raimi que estrearam seus filmes com a marca de mais de 100 milhões de dólares. A novidade é muito boa para quem teve seu filme anterior “The Golden Compass” completamente refeito por seu studio anterior. Veja nossa Pergunta e Resposta com Weitz na qual ele revelou seu elenco preferido do momento e como ele lida com a adoração dos fãs e a introdução dos paparazzi.




Qual foi o seu maior medo em ir para a semana de estreia? Eu não tive nenhum medo em particular. Os números estimulados eram o suficiente para indicar que eu não deixaria o estúdio na mão. Mas se alguém pudesse imaginar seus maiores medos, seria uma completa rejeição ao filme, pelos fãs. O que eu percebi durante as últimas semanas é que não é necessário ter boas resenhas do filme. Passando em cima disso, foi feito para os fãs, e se você não o entendeu, então não o entende.

As críticas negativas te surpreenderam? Nada me surpreende em termo de crítica. Eu sou um crítico, há apenas duas maneiras de entender a história. Você pode ser um cara que diz que é um ótimo filme, ou mais como, entender algo de um modo invejoso. E dizer a mídia que acompanhou Lua Nova, não é surpreendente. Eu gostaria que houvesse mais apreciação para o cinegrafista Javier Aguirresarobe. Eu o acho um gênio e eu acho que ele fez algo lindo.

Vários fãs dizem que gostam mais do filme do que do livro, que Lua Nova foi o livro favorito deles na série. Lua Nova toma um bom tempo para leitura e você tem bastante tempo sem Edward na figura. E no cenário há menos tempo com RPatz. E o fato de que Taylor faz um trabalho tão bom, para o público que foi bem sético com ele, aqui ele está, e foi ótimo.

Em algum momento você ficou pensando sobre o livro? Algo que queria tirar mas não podia? O estúdio, meu editor e eu estávamos trabalhando pela mesma música. A única maneira que posso deixar isso melhor é comparando ao meu último trabalho no The Golden Compass. Eu não acho que o estúdio tinha lido o livro. Talvez eles houvessem escutado o áudio-livro enquanto sorviam Zinfandel. Eventualmente, eles estavam horrorizados e com medo disso. Num certo ponto eles consideraram cortar o autor. Eles consideraram e executaram o corte e a destruição de tudo que eu considerava um bom filme. Foi uma vergonha e uma perda de tempo pra mim, não dormi por um ano.

Sério? Você não dormiu por um ano? Sim, eu perdi o sono. Literalmente, eu ficava acordado a noite, imaginando como eu poderia ter salvado ou mudado aquilo, ou se eu houvesse agido diferente, se eu poderia ter feito aquilo sair bem. Infelizmente, minha experiência foi ter afundado com o navio. Eu poderia ter desistido num certo ponto. Num universo paralelo – e Pullman (o autor) está realmente num universo paralelo – Eu acordo e digo, certo, refaçam, mas não me verão novamente. No mesmo tempo, eu amei tanto o filme que se houvesse uma maneira da abdicar para uma versão melhor, eu não deixaria escapar.

É interessante que depois disso você entrou com uma outra adaptação de livro com um outro estúdio, considerando como acabou mal na última vez. Eu gostei muito dos atores. Eu vi o primeiro filme e pensei que havia algo especial em Kristen, Rob e Taylor. Eu gostei do tom emocional do livro. Era algo que achava que poderia fazer. Eu tenho essa teoria de que se você permanece fiel ao livro, você ganha. Você apenas não ganharia com os fãs, mas outras pessoas entenderão o que os fãs prezam. Se a caixa principal nos diz alguma coisa, então nós ganhamos. Ganhou mais no primeiro dia do que Golden Compass ganhou em todo a sua execução. É extraordinário.

Quais foram os pontos mais altos e mais baixos em se fazer Lua Nova? Os baixos foram filmar às 5 da manhã numa floresta e sempre ter que filmar aos pedaços para que a sequência coubesse certinho quando se juntasse. Era uma floresta bem fria em British Columbia, e sabíamos que filmaríamos na outra noite e que estaria tão gelado quanto no próximo dia. Os pontos altos foram os momentos de identificação real com os atores. Com Taylor, quando ele percebeu que faria aquilo. Foi muito gratificante para mim.

Qual você considera a melhor cena de Taylor? Quando ele pula no quarto de Bella. É tão patético que parece um melodrama, há algo tocante quanto a isso. Ou talvez o último momento que ele tem, quando Bella diz o nome dele. Você meio que entende como dói aquele momento. Há alguns momentos em que ele é absolutamente aquele cara e é adorável. Ele é aquele cara para os fãs e é o que eu sempre imaginei que ele poderia fazer.

Você acha que Kristen evoluiu como atriz neste filme? Eu não acho que ela evoluiu tanto quanto poderia. Ela é uma atriz puro-sangue. Para mim, ela sabe o que é errado. A experiência de trabalhar com ela e a qualidade do trabalho que ela faz é extraordinário. Vamos deixar de lado uma garota apaixonada por um vampiro, a habilidade que ela tem de manifestar essas emoções em baixo da superfície, acima da superfície apensa para fazer as coisas certas. Ela está acertando tudo e eu podia dar-lhe espaço para fazer as coisas das quais eu me orgulho. Este é um ponto alto.

Você fez o filme que queria? Sim, bastante. Em termos do que eu queria fazer com a imagem, como a imagem ficaria, eu estou muito satisfeito com isso. E satisfeito de uma maneira que poderia juntar a galera do filme e sentir que fizemos em condições humanas. Nenhum ator foi prejudicado neste filme.

A música foi uma grante parte deste filme. Como vocês colocaram tudo junto? As músicas que chegaram não precisavam ser tão boas quanto são. Nós pedimos às bandas para chegar com músicas em dias ou semanas. Nós procuramos músicas de The Killers, Death Cab, Lykke Li, Anya Marina. No caso de Thom Yorke, foi surpreendentemente ótimo que a música que ele fez caiu tão bem com a cena. Muitas músicas não entraram porque não couberam num momento particular de humor, não pela qualidade dela. Em algum lugar lá fora está a gravação de Anya Marina de Perfect Day de Lou Reed. Há um bom trabalho dos Republic Tigers, um ótimo trabalho de Moby. Você poderia fazer um bom álbum com o que não conseguiu entrar na trilha sonora.

Você esteve em vários lugares ao redor de mundo promovendo o filme. Você já fez algo assim?Nunca. É como ser Ringo Starr. Ali está a grande árvore e depois vem Ringo. É provavelmente como pareceu. Hey Ringo, posso conhecer Paul? Quando eu conheço os fãs, tem muito entusiasmo, se algum deles está perto ou se eles acham que eu posso arranjar alguma coisa.

E sobre lidar com os paparazzi? Você já teve de fugir? Eu fiz um pouco como Sean Penn no LAX. Quando estávamos saindo para a Europa. Nós deixamos a imprensa de LA para irmos até o LAZ e alguém nos seguiu pela estrada tentando chegar próximo a algum dos carros. Nós fomos seguidos por oito diferentes vans e houve momentos de direção perigosa. E eu entendi pela primeira vez como as coisas aconteceram com Princesa Diana (Eu não acho que sou a Princesa Diana), e eu entendi pela primeira vez por que as celebridades se irritam. Meu primeiro pensamento quando saí do carro foi “Quem foi o motorista do carro?” Eu nunca o encontrei, mas eu bati num cara. Um fotógrafo. Ele estava no meu caminho. Eles têm um direito legal de estar lá, mas não um direito ético, e ele estava me atrapalhando, e tinha mais alguém lá que fiquei com vontade de tirar todos os dentes. Eu não sou assim, mas eu me senti bem protetor no momento e bem atacado. Isso é uma grande diferença entre a atenção dos paparazzi e a atenção dos fãs. Os fãs têm sido ótimos. Os paparazzi, na minha opinião são uma forma de primatas.

Você acha que conseguirá inserir os garotos no cinema para assistir Lua Nova? Eu acho que sim. Eu só espero que não seja apenas aqueles que foram obrigados a ir. E se eles foram obrigados, eu espero que uma parte deles goste. E eu espero que eles admitam se este for o caso. Mas se não, eu espero que eles tenham uma ótima noite com suas namoradas. Eu tive uma campanha imaginária dizendo “Sua namorada pensará em Edward, Jacob, ou em você”. Eu acho que isso faria os homens ir.







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