segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CHRIS WEITZ CONTA AINDA MAIS DETALHES SOBRE LUA NOVA

Chris Weitz teve um papel duro de seguir. O talentoso escritor-produtor- diretor havia dirigido filmes como American Pie, Um grande garoto e a Bússola de Ouro, e agora ele é o homem por trás das câmeras em um dos filmes mais ansiosamente aguardados do ano, A saga Crepúsculo: Lua Nova. Apenas o título diz a você a grande quantidade de tarefas e dilemas que Chirs Weitz tinha nas mãos: ele estava entrando em uma franquia formada, que surgiu com o filme de sucesso do ano passado Crepúsculo; ele estava assumindo o trabalho de outra diretora (Catherine Hardwicke) com um estilo completamente diferente; ele estava herdando um elenco – incluindo Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner – já intimamente familiarizado com os seus respectivos papéis, e ele estava dirigindo um filme que não era mais apenas uma sequência de um filme popular, mas sim o próximo capítulo de um fenômeno de bilhões de dólares.
O site Popstar recentemente falou com o Weitz por telefone e na entrevista exclusiva sobre Lua Nova – que estréia nos cinemas do mundo inteiro no dia 20 de Novembro – ele discutiu os desafios que enfrentou e a forma como os encontrou. Segue a entrevista:

Algumas pessoas não amaram o primeiro filme de Crepúsculo, embora ele tenha um grande sucesso. Eles gostaram da ideia do filme, eles amaram a química entre Robert Pattinson e Kristen Stewart e acharam que algumas partes do filme emplacaram. Mas alguns críticos não amaram o filme como um todo. Então, o quanto Lua Nova foi um risco para você, entrando em uma franquia formada e possivelmente precisando manter os elementos iniciados por uma cineasta anterior? Bem, não era um grande risco para mim de forma alguma. Eu sou grato pelo primeiro filme ter estabelecido um número de fãs que está entusiasmado para ver esse. No que diz respeito ao primeiro filme, eu não me senti particularmente preso a nada, exceto ao elenco, do qual eu gostei muito e quanto ao qual eu me senti muito feliz. Então isso não foi um problema. Eu sabia que nós teríamos que fingir alguns locais, como quando nós fomos para Vancouver ao invés de filmar em Portland. Mas, além disso, nada demais. A paleta de cores é completamente diferente nesse filme. É um filme ricamente colorido. E foi feito com uma equipe bastante diferente. Javier Aguirresarobe é um cinegrafista Espanhol que é realmente incrível. Ele filmou Os outros, Vicky Cristina Barcelona e Pé Na Estrada. Ele trabalhou nisso. Alexandre Desplat assumiu o trabalho de Carter Burwell (como compositor). Houve uma mudança no clima do primeiro para o segundo, e o clima no segundo é de um romance épico. Então, quando eu conversei com Alexandre Desplat, ele disse que o seu mentor era o Maurice Jarre e eu respondi ‘bem, não vamos ter medo de fazer algo como Doutor Zhivago. Vamos fazer tudo bem romântico, bastante mesmo’.
E então havia bandos inteiros de novos climas para introduzir…O mundo dos lobisomens, e os efeitos especiais que seriam necessários para fazer isso. Nós viajamos para a Itália para filmar a sequência (dos Volturi) que se passa lá. Então eu sabia que o filme iria se expandir em algo muito maior. Isso, em termos de visual, fez com que eu me sentisse muito bem. E em termos de atuação, isso realmente envolve as complicações que se estabelecem depois que você se apaixona por alguém. Então essas cenas também são diferentes (apesar dos atores serem os mesmos). Eu me senti, de fato, ligado as responsabilidades que eu tinha com a Stephenie Meyer, pois sempre que eu adapto um romance, eu realmente quero fazer uma adaptação tão fiel quanto possível. E nesse ponto, eu segui as expectativas dos fãs quanto ao livro, e não a uma continuação do primeiro filme. Eu realmente me senti mais preso ao grupo dos leitores que ao grupo dos espectadores.
Há tanta história e tantos personagens no livro Lua Nova de Meyer. O que você sentiu que precisava capturar no filme para fazer jus ao livro? Eu senti que, antes de tudo, você precisa capturar a veracidade dos personagens. É tudo escrito do ponto de vista da Bella, então você precisa capturar da forma correta os sentimentos e a perspectiva dela. Você precisa dar aos personagens os seus valores, para que eles não passem batidos, pois cada linha do diálogo conta para alguma coisa. E eu acho que você precisa ter o senso de que esse com o qual nós estamos lindando é um universo expandido, que o próprio espaço está se expandindo, que a Bella está descobrindo mais e mais sobre o mundo que a cerca e que isso se torna mais e mais meio que… grandioso, eu suponho.
Uma parte chave, como você mencionou, é a sequência na Itália com Edward e Bella confrontando os Volturi. Vocês estavam filmando em um espaço pequeno. Vocês tiveram efeitos visuais e artimanhas. Vocês tiveram Robert e Kristen fazendo uma cena romântica, apesar de o Michael Sheen estar preenchendo o cenário como Aro e falando com uma voz que ele descreveu como igual a do Blue Meanie do desenho Yellow Submarine, e a Dakota Fanning, filmada na maior parte em close-ups do seu rosto e oferecendo uma minimalista, quase sem falas, performance como Jane. O quão crucial foi essa cena e o quão complicado foi filmá-la? Oh sim, claro. Quero dizer, se aquilo não ficasse bom teria sido um desastre. Eu acho que é uma das coisas para a qual os leitores do livro estão ansiosos. Foi louco porque nós começamos no mundo da cidade pequena em Washington e de repente você está nesse interno santuário vampiresco de 2000 anos de idade. E como diabos você vai conseguir misturar essas performances? Você tem a forma muito naturalista da atuação de Kristen e então o Michael Sheen interpretando um tipo de rei dos vampiros com milênios vida…
E um pouco brincalhão… Sim, ele é, mas de uma forma prazerosa, pois eu acho que é necessário naquele ponto do filme que haja um pouco de brincadeira. É divertido e é perverso, espirituoso e um tanto estranho.


Você mencionou os variados estilos de representação na cena dos Volturi e mencionou as atuações de Kristen Stewart e Michael Sheen. Mas e quanto a Dakota Fanning? Ela mal diz uma palavra e mesmo assim a sua Jane é uma pequena personagem bem perturbadora… Dakota, ela tem um papel relativamente pequeno em termos de número de falas e de tempo na tela, mas ela é tão boa que ainda assim ela é magnética e ela interpreta essa diabólica, sádica e horrível criatura. Eu estou satisfeito com (toda) a cena. Eu acho que é muito divertida. Eu acho. Ela ficou do jeito que eu queria que ficasse. Eu acho que há certas partes nela que parecem com a descrição de uma pintura e isso é adorável e também há um bando de outras coisas mais. Há um pouco de humor, há ação e muita coisa boa.
Você talvez ainda esteja muito ligado ao filme para ser muito objetivo, mas o quão satisfeito você está com o produto final que estará nos cinemas no dia 20? Eu estou satisfeito, para ser honesto. Eu sou muito implicante. Eu já o assisti vezes o suficiente para ultrapassar a barreira, na qual após assistir o filme pela centésima vez, você passa a desprezá-lo. Mas eu estou muito orgulhoso dos atores e da equipe e o que eles conseguiram montar com um orçamento relativamente curto. Não importa o quão bem ele se saia ou não, está sendo um retorno para mim do sentimento de impotência com relação ao filme A Bússola De Ouro, o sentimento de ter algo tirado de mim e não terminar da forma como eu queria.
Nós soubemos que existem 10 minutos de cenas cortadas que poderão estar no DVD de Lua Nova. Houve uma cena ou parte pela qual você ficou particularmente afeiçoado, mas que acabou cortando do filme concluído e que doeu em você removê-la? Eu realmente não consigo pensar em uma cena significativa que tenha sido cortada, nem em algo que me matou cortar. Na verdade, às vezes eu me apaixono por pequenas partes específicas que eu odeio cortar. Havia uma cena da Bella, quando ela teve o seu coração partido, e ela esta deitada na sua cama. A cena foi filmada de cabeça para baixo. Ela está de cabeça para baixo e é somente o rosto dela invertido encostado em um lençol vermelho. É uma parte linda, linda, mas não era necessária para contar a história, então foi cortada, mas eu ainda sou apaixonado por ela.
Todos estão esperando para ver se você voltará para fechar a série dos filmes Crepúsculo com Amanhecer, mas nesse meio tempo, o que mais você fará? Há um filme no qual irei trabalhar como diretor chamado The Gardener. É sobre um jardineiro mexicano em Los Angeles. A intenção é fazê-lo com a Summit, e é basicamente como o filme The Bicycle Thieves (um clássico filme italiano de 1948), mas que se passa nos dias modernos em LA.
Há algo sobre Lua Nova que nós não perguntamos e que todos perguntam? (Risos). Nada que eu queria responder! Não. Eu estou contente por vocês não terem perguntado ‘qual é o atrativo dos filmes de vampiros?’, eu não sei a resposta.











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